Histerossalpingografia

A dificuldade para engravidar é um problema vivenciado por muitos casais. Eles se dão conta disso quando estão planejando aumentar a família e essa notícia pode trazer instabilidades emocionais, ansiedade e medo. Para entender a real causa desse problema, são necessários vários exames, dentre eles, a histerossalpingografia. Esse exame é indicado quando o médico ginecologista suspeita que a infertilidade possa estar relacionada às tubas uterinas (também chamadas de trompas de Falópio).

A tuba uterina é um “canal” do sistema reprodutivo feminino que é essencial para o processo de gravidez natural. É através de estruturas da tuba chamadas de fímbrias (semelhante a plumas) que o óvulo é captado ao ser liberado pelo ovário e é levado para o interior da tuba uterina, onde aguardará o espermatozoide para fecundação. No processo de fertilização in vitro, a tuba uterina apresenta menor participação nesse processo, já que os óvulos são aspirados e fertilizados artificialmente e o embrião é transferido diretamente no útero.

A histerossalpingografia permite avaliar se a tuba uterina apresentação alguma obstrução, aderência, espasmos tubários, dilatação ou acúmulo de líquido (hidrossalpinge), alterações que podem ser responsáveis pela infertilidade. Além disso, esse exame pode detectar malformações ou cicatrizes na cavidade uterina que podem prejudicar a implantação embrionária. A histerossalpingografia também pode ser indicada em casos de aborto de repetição (mais de três abortos consecutivos) para investigar a possível causa desse problema.

O exame é realizado através da injeção de um contraste no colo uterino e captação de várias imagens de raio-X em curtos intervalos de tempo com o intuito de avaliar se o contraste está “passando” corretamente pelo útero e pelas tubas uterinas. Se houver alguma obstrução ou anormalidade anatômica, o médico irá verificar que o contraste não está “chegando” naquela região (não fica destacada em branco). A histerossalpingografia é realizada entre o 5° e o 10° dia após a menstruação.

Para realizar o exame é necessário ter certeza que a paciente não está grávida, já que o contraste pode prejudicar o feto, e que ela não tem alergia ao contraste, o que pode gerar complicações do procedimento. A paciente deve ficar em abstinência sexual no dia anterior ao exame e seguir as orientações e preparos de seu médico. O exame dura em média 15 minutos e pode ser realizado com sedação para evitar desconforto.

Ao analisar o laudo do exame, o ginecologista poderá decidir pelo tratamento mais indicado. Se não for constatado fator de infertilidade tubária, ele continuará investigando a causa de infertilidade e poderá solicitar outros exames.

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